Em um dia qualquer, lá estava Santinha sentada na cadeira mofada no fundo da sala escura, com cabeça baixa, mãos delicadas no rosto fino, a pensar!
- Como sou fraca... Sensível... Estúpida! Por que me deixei levar? Como fiz isso?
Mesmo que o tempo havia passado desde aquela conversa, Santinha guardava consigo apertos e um grande arrependimento. Sempre que tinha uma oportunidade de estar só, sentava sempre na mesma cadeira e se lamentava.
Às vezes, punha uma caixa no colo, abria, observava; e, por fim, chorava dentro dela. Todo o rancor e amargura ela guardava dentro delas. Quando estava demasiadamente triste, pegava as menores caixas para que pudesse esmagar sua dor. Não fazia nada para se ajudar. Apenas sentava, abria, olhava e guardava. Guardava, guardava, guardava.
Em mais uma tarde qualquer, Santinha começou a se lembrar novamente do terror que a perseguia. Aquele maldito dia em que tudo ficou tão escuro, que mal dava para enxergar uma felicidade próxima...
Há uns três anos estavam os dois sentados em uma cafeteria, se olhavam como duas crianças inocentes, se matando de tanto rir, até o momento em que a conversa desandou e as bocas apenas abriam para soltar os insultos. Santinha fitava Romão com certo ódio, misturado com dor e pena.
- Por que você fez isso comigo? – sussurrava Santinha, enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto.
- Querida, não foi intenção e muito menos planejado. Foi um desejo incontrolável que mal pude evitar. Se estivesse em meu lugar, saberia.
- E se estivesse no meu, sentiria como dói, o quanto dói ouvir suas palavras.
Mesmo que, depois de tudo que o homem havia feito, ela concedeu um sincero perdão. Enquanto ele estava se divertindo noites afora, ela estava lá, guardando mágoas em suas caixas.
De vez em quando recebia visitas, que admiravam sempre as lindas caixas que cobriam partes da casa, que faziam as pessoas pararem durante minutos para ficarem observando seus mínimos detalhes.
A maioria das visitas tinha brilho nos olhos ao vê-las. Até se esqueciam, no meio de tantas cores, que Santinha existia e estava fazendo um esforço de preparar um café da tarde para elas.
O que ninguém sabia era o que tinha dentro delas, pois Santinha evitava que as abrissem. Essas pessoas sentiam um grande peso. O mistério do que havia dentro delas nunca fora desvendado.
O que elas não sabiam é que as caixas não eram tão magníficas quanto pensavam. Eram escuras, perdidas, frias por dentro. Vazias.
agosto/2006
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Always better.
Um dia se passara desde aquela dura conversa que tinha tido com ela. Estava sentado tranqüilo, num banco de uma rua pouco movimentada, e quem ali me passa? A linda morena com quem passei o meio ano mais divertido e cheio de conflitos da minha vida. Com cabeça baixa e rebolado retraído, ela passava na minha frente sem ao menos dar-se conta de que meus olhos procuravam os dela.
Ela andava quietamente e, quando já estava ali dobrando a esquina, virou a cabeça e sutilmente acenou com a mão delicada que de uns tempos para cá, já não tocava mais meu rosto, como de costume.
Nesse mesmo dia, voltei pensativo para casa. Entrei no chuveiro, escovei os dentes, jantei, deitei na cama, sempre; sempre com sua imagem dentro das minhas fantasias. Ainda não compreendia o fato de ter terminado comigo por um fulo motivo.
Não compreendia também a maneira como me olhava, como se fosse qualquer homem, como se nada houvesse acontecido, como se tivesse ignorado tudo o que passamos, como se tivesse apagado de sua memória todo o amor e dedicação que tivemos um pelo outro. Como se simplesmente tivesse esquecido que era sempre melhor quando estávamos juntos.
O tempo passava, ela vivia sua vida com novos amores, – assim, como tanto desejava – e eu a minha, rodeado de moças, de beijos e novas sensações. Vivia aquilo com superficialidade, porque, no fundo, ainda pensava nela.
Até que parei para pensar e descobri a verdade. Quando eu vivia de amores falsos, sentia vontade de quebrar CD’s, rasgar cartas, fazer de tudo para me esquecer das coisas que me lembravam ela.
Mas, agora, é tudo diferente. Sinto vontade de ouvir músicas, reler cartas, relembrar dos momentos. Descobri que quando é realmente verdadeiro, o amor nunca morre. Apenas adormece para acordar mais tarde. As mais absurdas situações podem acontecer que ele continuará lá, bem em seu lugar, intacto, ileso, ingênuo, me esperando para socorrê-lo. Sinto... nostalgia.
Ela andava quietamente e, quando já estava ali dobrando a esquina, virou a cabeça e sutilmente acenou com a mão delicada que de uns tempos para cá, já não tocava mais meu rosto, como de costume.
Nesse mesmo dia, voltei pensativo para casa. Entrei no chuveiro, escovei os dentes, jantei, deitei na cama, sempre; sempre com sua imagem dentro das minhas fantasias. Ainda não compreendia o fato de ter terminado comigo por um fulo motivo.
Não compreendia também a maneira como me olhava, como se fosse qualquer homem, como se nada houvesse acontecido, como se tivesse ignorado tudo o que passamos, como se tivesse apagado de sua memória todo o amor e dedicação que tivemos um pelo outro. Como se simplesmente tivesse esquecido que era sempre melhor quando estávamos juntos.
O tempo passava, ela vivia sua vida com novos amores, – assim, como tanto desejava – e eu a minha, rodeado de moças, de beijos e novas sensações. Vivia aquilo com superficialidade, porque, no fundo, ainda pensava nela.
Até que parei para pensar e descobri a verdade. Quando eu vivia de amores falsos, sentia vontade de quebrar CD’s, rasgar cartas, fazer de tudo para me esquecer das coisas que me lembravam ela.
Mas, agora, é tudo diferente. Sinto vontade de ouvir músicas, reler cartas, relembrar dos momentos. Descobri que quando é realmente verdadeiro, o amor nunca morre. Apenas adormece para acordar mais tarde. As mais absurdas situações podem acontecer que ele continuará lá, bem em seu lugar, intacto, ileso, ingênuo, me esperando para socorrê-lo. Sinto... nostalgia.
sábado, 14 de agosto de 2010
Matchpoint.
A última semana fora tensa. As cartas, fotos, borboletas, cheiros, presentes, lembranças e os restos me perseguiam por todos os cantos da casa. Pegava algo, qualquer pequena coisa, e por fim, lembrava-me dela ou de algum pequeno momento que o teu olhar cruzava com o meu e nós dois de mãos dadas ficávamos sem jeito com o ato.
Quinta-feira ela me ligara com voz rouca e fraca de choro e dizia com outras palavras que precisava de mim. Fui até ela, que abriu o portão tremendo e se jogou nos meus braços soluçando e soltando palavras sólidas que se desfaziam no ar. Seus olhos inchados me procuravam e dificilmente sabiam o que dizer. Abracei-a com força e tentei acalmar sua dúvida, seu sofrimento. Quando sai, arranquei-lhe um sorriso curto, mas verdadeiro.
Consegui ajudá-la, mas não curá-la, já que o amor é existente, mas os seus remédios, não. O tempo poderia passar, mas não o diminuiria, nem a ausência o enfraqueceria, nem a ingratidão o esfriaria, nem a raiva mudaria um pouco dele. A rejeição dela me confundia e me fazia pensar se realmente valera a pena. Até um certo ponto, acreditava que sim. Acreditava que ainda vivenciaríamos novas coisas juntos, que ainda existia uma vírgula em nossa história.
Ela ainda me olhava com aquele seu jeito meigo e avassalador que me prendia sempre, mesmo que por pouco. Ah, aquele olhar, aquele sorriso! Ainda me deixavam em um estado alterado. Mas sabia que o que se passava na sua cabeça no momento não permitia o aconchego de seus lábios tão depressa. Nos dois últimos dias havíamos conversado bastante e parecia que estava bem equilibrado entre nós.
Sábado à noite fomos a uma mesma festa na qual todos os nossos amigos estavam. Quando cheguei lá estava ela sentada a mesa, toda enfeitada. Olhando vagamente para mim, me cumprimentou. O cheiro da sua boca apresentava um quê de álcool. Entorpecida com olhos reluzindo sua alegria falsa, ela ria alto em uma risada estridente e demoníaca que ecoava nos meus ouvidos. Jogava a cabeça para trás, abria a boca, balançava os braços e o cabelo de uma maneira desagradável.
Ela ia para o centro do salão, e se gabando dançava com todas as forças em um balanço de quadril indiscreto que não impedia que olhares e flertes viessem até ela. Sassaricando toda-toda ela ainda sorria, mostrava os dentes e olhava para mim como se fosse a primeira vez. Puxava meus olhos para os dela e fazia isso não só comigo como com todo o resto dos homens que ali se encontravam.
O tempo passava e eu via que cada vez mais os nossos amigos se aglomeravam em um canto escondido do lugar. Todos eles, embriagados do próprio riso e dor, ali de pé observando a fatalidade da cena. A garota a quem me dediquei profundamente durante seis meses, a garota que fez tudo girar em torno dela, que me fez perder noites inesquecíveis, melhores amigos, que me fez implorar por perdão-mesmo em situações em que ela quem devia fazê-lo-, que nunca pensou em mim ou em minha parte da historia, que sempre me deixou como segundo plano estava bem ali na minha frente aos agarros com ele. A situação me fez sentir um desgosto, um nojo sem igual. Sentia meu estômago embrulhado e os olhos desacreditando no que viam.
Olhava para aquilo e perguntava se era sonho ou realidade. Mas os outros vinham até mim com os rostos afetados que já respondiam à pergunta. E depois, ela saia caminhando pelo salão com seu rosto mesquinho, nariz empinado sem sequer dar valor a minha existência.
Tudo que havia feito por ela, todos os momentos que passamos juntos desmoronaram naquele instante. O fato de ter sofrido em suas mãos me fizera tomar a decisão. A decisão de não tocar mais naquele corpo que já fora meu e estava sendo tomado por outro. Decisão de revirar os olhos quando olhasse para mim, de ignorar sua presença aonde quer que fosse.
E ela ainda continuava andando pelo salão, balançando a cabeça e olhando para mim como se fosse insignificante, como se fosse um... Nada. Ela tinha diamantes por fora e apenas pedras duras por dentro. Me perguntava até que ponto seu tamanho desrespeito e egocentrismo poderia chegar; me perguntava e a resposta era um silêncio que madrugada afora me perseguiu.
agosto/2006
Quinta-feira ela me ligara com voz rouca e fraca de choro e dizia com outras palavras que precisava de mim. Fui até ela, que abriu o portão tremendo e se jogou nos meus braços soluçando e soltando palavras sólidas que se desfaziam no ar. Seus olhos inchados me procuravam e dificilmente sabiam o que dizer. Abracei-a com força e tentei acalmar sua dúvida, seu sofrimento. Quando sai, arranquei-lhe um sorriso curto, mas verdadeiro.
Consegui ajudá-la, mas não curá-la, já que o amor é existente, mas os seus remédios, não. O tempo poderia passar, mas não o diminuiria, nem a ausência o enfraqueceria, nem a ingratidão o esfriaria, nem a raiva mudaria um pouco dele. A rejeição dela me confundia e me fazia pensar se realmente valera a pena. Até um certo ponto, acreditava que sim. Acreditava que ainda vivenciaríamos novas coisas juntos, que ainda existia uma vírgula em nossa história.
Ela ainda me olhava com aquele seu jeito meigo e avassalador que me prendia sempre, mesmo que por pouco. Ah, aquele olhar, aquele sorriso! Ainda me deixavam em um estado alterado. Mas sabia que o que se passava na sua cabeça no momento não permitia o aconchego de seus lábios tão depressa. Nos dois últimos dias havíamos conversado bastante e parecia que estava bem equilibrado entre nós.
Sábado à noite fomos a uma mesma festa na qual todos os nossos amigos estavam. Quando cheguei lá estava ela sentada a mesa, toda enfeitada. Olhando vagamente para mim, me cumprimentou. O cheiro da sua boca apresentava um quê de álcool. Entorpecida com olhos reluzindo sua alegria falsa, ela ria alto em uma risada estridente e demoníaca que ecoava nos meus ouvidos. Jogava a cabeça para trás, abria a boca, balançava os braços e o cabelo de uma maneira desagradável.
Ela ia para o centro do salão, e se gabando dançava com todas as forças em um balanço de quadril indiscreto que não impedia que olhares e flertes viessem até ela. Sassaricando toda-toda ela ainda sorria, mostrava os dentes e olhava para mim como se fosse a primeira vez. Puxava meus olhos para os dela e fazia isso não só comigo como com todo o resto dos homens que ali se encontravam.
O tempo passava e eu via que cada vez mais os nossos amigos se aglomeravam em um canto escondido do lugar. Todos eles, embriagados do próprio riso e dor, ali de pé observando a fatalidade da cena. A garota a quem me dediquei profundamente durante seis meses, a garota que fez tudo girar em torno dela, que me fez perder noites inesquecíveis, melhores amigos, que me fez implorar por perdão-mesmo em situações em que ela quem devia fazê-lo-, que nunca pensou em mim ou em minha parte da historia, que sempre me deixou como segundo plano estava bem ali na minha frente aos agarros com ele. A situação me fez sentir um desgosto, um nojo sem igual. Sentia meu estômago embrulhado e os olhos desacreditando no que viam.
Olhava para aquilo e perguntava se era sonho ou realidade. Mas os outros vinham até mim com os rostos afetados que já respondiam à pergunta. E depois, ela saia caminhando pelo salão com seu rosto mesquinho, nariz empinado sem sequer dar valor a minha existência.
Tudo que havia feito por ela, todos os momentos que passamos juntos desmoronaram naquele instante. O fato de ter sofrido em suas mãos me fizera tomar a decisão. A decisão de não tocar mais naquele corpo que já fora meu e estava sendo tomado por outro. Decisão de revirar os olhos quando olhasse para mim, de ignorar sua presença aonde quer que fosse.
E ela ainda continuava andando pelo salão, balançando a cabeça e olhando para mim como se fosse insignificante, como se fosse um... Nada. Ela tinha diamantes por fora e apenas pedras duras por dentro. Me perguntava até que ponto seu tamanho desrespeito e egocentrismo poderia chegar; me perguntava e a resposta era um silêncio que madrugada afora me perseguiu.
agosto/2006
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Cárcere.
Saiam palavras,
corram,
pulem pra fora de mim!
O tempo nos fez mal, eu sei, o vento mais ainda - nos corroeu.
Pena. Mas agora não é hora pra ficar, fujam!
Escutem bem, existe um mundo externo, não é tão hostil quanto este onde então, é mais ameno.
Quê? Insistem em permanecer? NÃO! NÃO!
Eu não recomendo...
Minhas entranhas e orgãos já não suportam o peso - está pesado, pesadíssimo.
E denso. Denso.
Como vocês ainda persistem?
Ah, oras. Quer saber? Vou cuspí-las.
Não: vomitá-las.
corram,
pulem pra fora de mim!
O tempo nos fez mal, eu sei, o vento mais ainda - nos corroeu.
Pena. Mas agora não é hora pra ficar, fujam!
Escutem bem, existe um mundo externo, não é tão hostil quanto este onde então, é mais ameno.
Quê? Insistem em permanecer? NÃO! NÃO!
Eu não recomendo...
Minhas entranhas e orgãos já não suportam o peso - está pesado, pesadíssimo.
E denso. Denso.
Como vocês ainda persistem?
Ah, oras. Quer saber? Vou cuspí-las.
Não: vomitá-las.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Fossas.
Domingo não é um dia chato. Nós que fazemos dele um dia chato. Tá, pode até ser o último dia da semana e você acorda automaticamente pensando "mierda, amanhã já é segunda, tenho milhares de pepinos pra resolver", mas é verdade!
É uma questão de mecanicidade. Acordamos no domingo já pseudo-zumbis, com cara de quem não quer sair da cama e saímos rastejando pela casa feito lesmas.
Ontem escolhi fazer do meu domingo um dia de fossa. Adoro fossas. Sou sentimental. Fossa Coldplay, fossa Los Hermanos, fossa Piaff, fossa Chopin, fossa sofá, fossa chocolate, fossa cobertor.
Ontem preferi uma fossa Elvis. Me afoguei debaixo de uma manta bem quentinha. E sonhando... "Um dia ainda tomo um martini com azeitona, com você".
É uma questão de mecanicidade. Acordamos no domingo já pseudo-zumbis, com cara de quem não quer sair da cama e saímos rastejando pela casa feito lesmas.
Ontem escolhi fazer do meu domingo um dia de fossa. Adoro fossas. Sou sentimental. Fossa Coldplay, fossa Los Hermanos, fossa Piaff, fossa Chopin, fossa sofá, fossa chocolate, fossa cobertor.
Ontem preferi uma fossa Elvis. Me afoguei debaixo de uma manta bem quentinha. E sonhando... "Um dia ainda tomo um martini com azeitona, com você".
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Backstage.
Assento 8A. Parecia um sinal. Me levava a acreditar que tudo daria certo. Um recomeço; era disso que eu precisava. Há umas horas atrás, estava a olhar os pés cruzados no chão do carro. De um jeito novo, também. "Depois daquela noite, nunca mais serei a mesma". O pensamento que não calava mais. Porra, era verdade. Sexta, sentada sozinha, incomodada, encarando as bolhinhas que subiam irritantemente no copo de chopp. E esperando. Com borboletas no estômago, só de imaginar no reflexo que estava por vir na porta envidraçada vazia em minha frente. Antes disso, parecia uma maluca, isso sim: em frente ao espelho, passando batom, perfume. Bah. Besteira. Falsas esperanças me alimentavam há tempos. Falsas promessas. Agora chega. Depois, veio a canja de galinha. Não sei por quê, mas essa é a única lembrança que guardo daquele dia. Aquele prato na mesa, me olhando, me vendo soluçar e me dando náuseas. Tudo que consegui foram duas colheradas. O resto era resto. Foi pra geladeira mesmo. Sexta deitei-me na cama como mais uma menininha escrota e medíocre dos olhos inchados. Credo. Fico feliz por ter acordado no sábado, como mulher. That's all, folks. O show acabou. Não vendeu muitos ingressos, acabou saindo de cartaz. Mas a estréia de hoje é promissora, isso eu garanto.
domingo, 19 de abril de 2009
Desabafo nº 1.
Tá. Eu tenho que me conformar de uma vez por todas: eu nunca fui, nunca sou e nunca serei a menininha, perfeitinha, simpatiquinha, sorridentezinha que em todo canto deixa rastros de amizade. Ainda menos aquela que cativa todo mundo, que está sempre abraçando, conversando com as pessoas.
Tentei. Não funcionou, não se encaixa no meu perfil ser rotulada de 'miss simpatia'.
É, já me conformei. Sempre vou ser aquela da testa franzida, dos braços cruzados, que pouco fala, que raramente sorri e aquela seletivamente simpática(e às vezes até antipática).
Pronto. Dasabafei.
Tentei. Não funcionou, não se encaixa no meu perfil ser rotulada de 'miss simpatia'.
É, já me conformei. Sempre vou ser aquela da testa franzida, dos braços cruzados, que pouco fala, que raramente sorri e aquela seletivamente simpática(e às vezes até antipática).
Pronto. Dasabafei.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Está certo
que eu nasci nessa era digital do mundo contemporâneo, mas às vezes penso que devia ter nascido um pouco antes.
Tem dias que essas tecnologias, engenhocas me atrapalham. Como agora.
No meio de um momento de inspiração que parecia não ter fim(são raros), a bateria do meu mp3 resolve acabar. Holly shit.
Por que não tinha as malditas das músicas num cd?!
Se isso tivesse acontecido alguns aninhos atrás(tipo uns 20), era só ter virado o long play - que aliás pra mim, ainda supera com seu som intrigante, mesmo não tendo 512 kbps, qualquer tipo de registro sonoro - no lado B.
Tem dias que essas tecnologias, engenhocas me atrapalham. Como agora.
No meio de um momento de inspiração que parecia não ter fim(são raros), a bateria do meu mp3 resolve acabar. Holly shit.
Por que não tinha as malditas das músicas num cd?!
Se isso tivesse acontecido alguns aninhos atrás(tipo uns 20), era só ter virado o long play - que aliás pra mim, ainda supera com seu som intrigante, mesmo não tendo 512 kbps, qualquer tipo de registro sonoro - no lado B.
domingo, 8 de março de 2009
Moon River.
Dia das mulheres.
Não podemos nos esquecer de Rita Hayworth cantando, estonteantemente, "Put the blame on mame".
E muito menos da feminilidade de Audrey(que pra mim, representa tudo o que uma mulher deve ser).
E de todos os escritores homens, que sem sua maior fonte de inspiração, mal suas obras existiriam.
Pergunte então a Vinícius, como faria um poema, sem o ser feminino.
Um viva, à todas vocês.
Dia das mulheres merece delirantes unhas cor-de-vinho, morangos ao chocolate, filmes p&b, lírios rosas, mãos entrelaçadas.
Dia das mulheres cheira a Chanel nº 5.
Não podemos nos esquecer de Rita Hayworth cantando, estonteantemente, "Put the blame on mame".
E muito menos da feminilidade de Audrey(que pra mim, representa tudo o que uma mulher deve ser).
E de todos os escritores homens, que sem sua maior fonte de inspiração, mal suas obras existiriam.
Pergunte então a Vinícius, como faria um poema, sem o ser feminino.
Um viva, à todas vocês.
Dia das mulheres merece delirantes unhas cor-de-vinho, morangos ao chocolate, filmes p&b, lírios rosas, mãos entrelaçadas.
Dia das mulheres cheira a Chanel nº 5.
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